“Mais com menos”, o ranking de eficiência dos municípios mostra que apenas 24% são eficientes. Avaliação considera o legado de várias administrações

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Folha e Datafolha divulgam um ranking que demonstra quais as prefeituras brasileiras entregaram mais serviços básicos à população utilizando o menor volume de recursos.

O ranking analisa os setores de: Educação, Saúde e Saneamento. Os dados foram baseados em 95% dos municípios do país. A reportagem considerou como total de municípios 5.569, no entanto, já identifiquei por outras fontes que o Brasil já possui 5.570, mas esse valor não altera o quadro pesquisado.

Num vídeo de 3:12 há uma explicação sobre essa ferramenta que mostra os indicadores dos municípios e destaca que o REM-F não avalia o prefeito atual, mas o legado de várias administrações.

Vale a pena conhecer!

Acesse o link da reportagem aqui

Análise dos Indicadores aqui

Os casos de intolerância política que presenciei ao longo da minha trajetória política em Porciúncula

pela_cultura_da_pazEm período de campanha eleitoral, os ânimos se acirram, as ofensas e agressões acompanham o clima de disputa e ira. Infelizmente, perde-se muito tempo com mentiras, ofensas e agressões físicas e verbais.

 

Ao longa minha vida e das muitas campanhas políticas que participei, presenciei muitos episódios que poderiam ter tido fins trágicos e tudo motivado pela intolerância e o desrespeito.

Em 1988, ainda criança, lembro-me do atentado contra a residência do meu avô, quando um bando ateou fogo nos jardins e atiram dezenas de pedras e tocos de madeira na varanda. Na época tinha acabado de completar 7 anos. Lembro de jornalistas, fotógrafos e da polícia, que estiveram no local para registrar aquele triste episódio de intolerância política.

Em 1992, presenciei uma briga em Purilândia. Estava com minha mãe, na rua Tancredo Rosa, aguardando o comício de um candidato. O palanque estava montado no final da rua Geraldino Silva, no cruzamento com a rua Tancredo Rosa, como é hábito em todos os comícios até hoje. Uma carreata do candidato adversário vinha de Santa Clara, poderia ter descido pela serra dos Quintinos, para evitar um confronto com os correligionários adversários em Purilândia, mas não fizeram isso. Desceram a serra, passaram por dentro de Purilândia cortando volta pela rua da Igreja. Pois bem, num dado momento, um carro para, bruscamente, a pessoa sai do carro e agride o correligionário adversário que estava na calçada com a bandeira do outro candidato. Eu estava bem próximo, assiste a cena e fiquei assustado com aquela brutalidade, desnecessária.

Ainda nessa eleição, no dia da apuração, lembro-me que meu avô circulava pela cidade com uma escolta. Na época, não havia restrição para o uso de armas como temos hoje. Já no final da tarde, um grupo de homens cercou uma pessoa próxima da minha família e agrediu, fisicamente, com socos e tapas e depois fugiram. Não sei ao certo o horário, mas creio que passava das 15:00.

Em 2008, durante um comício no bairro Cristo Rei, uma bomba explodiu próxima do palanque, assustando várias pessoas. Eu estava no palanque e presenciei. No momento, ninguém sabia explicar ao certo o que havia ocorrido, mas disseram que a bomba seria jogada sobre a gente, no palco. Por sorte, ninguém ficou ferido e não houve nenhum distúrbio, mas o clima ficou tenso a partir daí.

Em 1982, em Santa Clara, minha mãe e minha avó Olga me contaram um história sobre esse clima de violência que já fez parte da política de Porciúncula. Nesta eleição, meu avô era o prefeito e a eleição era geral, os eleitores iriam escolher candidatos para os seguintes cargos: vereador, prefeito, deputado estadual, federal, senador e governador. Durante um comício, iniciou-se uma briga na rua, que nada tinha a ver com o comício que estava sendo realizado, no entanto, aquele tumulto da briga acabou contaminando o público do comício, porque opositores quiseram tirar proveito político da desavença alegando que havia sido por razões políticas. Se foi ou não, não sabemos, parece que realmente não foi. Tudo ocorreu paralelamente a ato político. No fim, começou um tumulto generalizado na praça de Santa Clara, minha mãe, grávida, se abrigou na varanda de uma casa, sendo protegida por minha avó Olga, que ficou temendo que alguma pedra pudesse ferir a filha, grávida de 8 para 9 meses.

Esses são os episódios que me recordo, no momento. Não quis citar nomes dos personagens para evitar polêmicas e distorções da intenção de publicar esse post. Sei de outros que não fui “testemunha”, mas foram notabilizados,

Apesar da política ter evoluído em alguns termos, esperamos que a tolerância política e o respeito pelo adversário se faça presente nesta e nas futuras eleições. Não é necessário agressões físicas e verbais para convencer o eleitor. Muitos menos mentiras. Quem tem um bom argumento convence por si, quem tem boas ideias não precisa brutalizar a campanha. Política de verdade se disputa com ideias e conversa, não com crimes, violências e atentados.

Não confunda jamais, divergência de pensamentos, que são combatidos com palavras e argumentos, com agressões físicas e verbais!!

 

Uma boa ideia para os muros de contenção da cidade

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Essa é uma boa ideia para ser copiada nos muros de contenção dos bairros Nossa Senhora da Penha e São João Batista em Porciúncula.

Geralmente, a necessidade de implantação de muros de contenção embrutecem as vias, ainda mais quando são acessos estreitos ou que não permitem ao pedestre uma distância razoável no paredão.

Criar painéis coloridos sobre o concreto não são caros e alegram o ambiente além de poder oferecer uma oportunidade aos artistas plásticos da cidade a divulgarem seus trabalhos.

 

A influência da prefeitura da cidade do Rio na região Metropolitana

A eleição é municipal, portanto, alguns podem pensar assim: Para que eu vou me preocupar com a eleição do prefeito do Rio se eu moro em São Gonçalo, Niterói ou Nilópolis (exemplos)? A prefeitura do Rio tem um papel de influência direta sobre a região Metropolitana. Das três maiores populações flutuantes do Brasil, a segunda e terceira,  estão em São Gonçalo-Rio e Duque de Caxias-Rio, respectivamente. A primeira fica em São Paulo. O futuro prefeito do Rio pode influenciar para melhor ou para pior temas como: Mobilidade e Meio Ambiente, que afetam diretamente todo o entorno da baia de Guanabara.

Se a justiça eleitoral legitima uma candidatura, o acesso aos debates deve ser assegurado a todos

debate-politicoSou contrário a exclusão de quem quer que seja dos debates políticos. Se é regra da emissora, penso que a lei eleitoral deva ser bem clara quanto  a isso, pois, não faz sentido julgar procedente uma candidatura majoritária, por um partido legalizado e impedir que o mesmo esteja presente num debate, seja televiso ou não.

O veículo de comunicação tem a obrigação de convidar todos os candidatos, sem exceção e cada um decide se é conveniente estar ou não presente.

Porém, a obrigatoriedade de abrir as mesmas oportunidades a todos os concorrentes para que apresentem suas propostas tem que ser garantida.

 

Serviço de Dados e Estatísticas Municipais

 

83e073_b9fc9c4e64736564685693132f9d73bcTemos diversos institutos de pesquisas e estatísticas no país importantes e sérios, a exemplo do próprio IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Aliás, o IBGE já realiza levantamentos com mais detalhes das cidades, mas, há sempre a necessidade de uma compilação desses dados, seja produzidos pelo IBGE, INEA, pesquisas acadêmicas, de entidades empresarias, como FIESP e FIRJAN, PNUD entre outros, porque para a definição de políticas públicas em âmbito municipal é sempre mais ágil que o município tenha dentro da própria administração um diagnóstico de sua realidade, que poderá ser organizada, tanto com base na referência de pesquisas externas, com fontes comprovadamente sérias, como a partir de amostras colhidas pela própria administração municipal.

Como planejar o orçamento público, sem conhecer as prioridades reais? Como avaliar o resultado do dinheiro investido sem dados comparativos?

Das 5.570 prefeituras do país, certamente apenas as mais ricas deverão ter algum tipo de órgão ou equipe que atue com essa finalidade.

Talvez para alguns possa parecer um serviço desnecessário, porque já temos órgãos que atuam nesse sentido e disponibilizam os dados, mas não é irrelevante porque por mais avançado e sofisticado que seja a estrutura do IBGE, por exemplo, há a necessidade da administração pública organizar esses dados de maneira que eles possam ser entendidos e organizados para que os diversos setores da administração possam elaborar e avaliar suas políticas identificando a relação dos dados com as regiões da cidade e município e os tipos de esferas sociais.

Além do mais, é preciso compreender que muitas políticas públicas precisam ser pensadas a partir de uma visão de baixo para cima, ou seja, cuidar dos pormenores, porque para a prefeitura deve importar, por exemplo, informações sociais, econômicas e de infraestrutura urbana da população de uma comunidade na zona rural e essa  leitura não será identificada nominalmente em estatísticas federais porque na base de dados do governo federal o que é considerado são os municípios. Os dados disponibilizados são um diagnóstico da realidade municipal, não especificando os bairros, os distritos, vilas e comunidades rurais. No entanto, ter em mãos esses dados ajuda o governo municipal na elaboração do orçamento,  nas definições de prioridades e na cobrança de melhores resultados dos órgãos responsáveis.

Estruturar um serviço de dados e estatísticas destinado a compilação de dados e  levantamentos específicos permitirá ao gestor municipal maior clareza da situação e instrumentos para orientar a integração das políticas públicas locais.