A maior concentração de estações de trem e metrô da Cidade do Rio de Janeiro está dentro da Área de Planejamento 3 (AP3).

Utilizando um campasso, lancei sobre cada uma destas estações uma circunferência com um raio de 1,8km de extensão. Ao lançar essas circunferências, tendo como ponto central as estações, detectei que praticamente todo o território foi abrangido.

Por que 1,8km? Porque esta seria uma distância mínima para se desenvolver a infraestrutura para pedestres e ciclistas de forma a beneficiar um número maior de usuários, com objetivo de integração ao trem e metrô.

A proximidade com a AP1, que concentra um número elevado de postos de trabalho, exercendo muita influência na geração de viagens, tornam a AP3 uma região estratégica para a articulação de políticas públicas de desenvolvimento urbano.

A população da AP1 somada a da AP3 alcança 42,66% ou 2.696.548 habitantes. Quase a metade da população da capital.

Considerando que a infraestrutura de transportes de alta capacidade localizada nestas duas regiões  como trem, metrô, barcas e os aeroportos comerciais de maior movimento do Estado: Aeroporto Internacional Tom Jobim (AP3) e o Santos Dumont (AP1), formam uma consolidada rede de transportes.

Considerando ainda que os dois maiores fluxos de viagens da região metropolitana cruzam a AP 1 e a AP3. No caso da AP 1, vindo do Leste Metropolitano, São Gonçalo, Niterói, Maricá e Itaboraí e o da AP 3, vindo da Baixada Fluminense.

E por fim, que o Plano Diretor da Cidade, lei complementar nº 111/2011, define a AP 3 como MACROZONA INCENTIVADA, não restam dúvidas de que é preciso ponderar esse cenário já consolidado no planejamento das políticas públicas da cidade, inclusive como ente metropolitano, traçando estratégias para o incremento de investimentos na região, revertendo a lógica de se expandir cada vez mais a cidade e mais grave, para uma região ambientalmente sensível e de baixa conexão com a rede de transportes de alta capacidade.

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